quinta-feira, 5 de março de 2009

Entrevista com Fábio Yamato


Numa conversa descontraída, o vereador Fábio Yamato (PSDC) falou ao blog sobre sua motivação em apoiar novas iniciativas no campo do esporte, do lazer, da cultura e da cidadania. Um de seus últimos projetos, na área da educação, foi o auxílio universitário para jovens desempregados. O projeto está em análise do prefeito Emidio. Já na parte cultural, foi um dos principais apoiadores da Segunda Madrugada Cultural. O evento aconteceu no último mês de julho.
Fábio Yamato também é nome conhecido entre skatistas da cidade de Osasco e região. Conhecido não pela sua habilidade no skate, mas sim pelo apoio direto a atividades como o Dowhill for Real Skaters Feminino, que aconteceu em novembro de 2008 e também pelo empenho no 2º Osastreet. O campeonato, promovido pela Associação dos Skatistas de Osasco (ASO), aconteceu no dia 14 de setembro de 2008, no Jardim das Flores.
Ainda no campo do esporte, Fábio Yamato foi responsável por marcar um encontro entre a ASO e o prefeito. A reunião foi tão produtiva que conseguiram garantir a reconstrução da pista de skate do Jardim Bela Vista. O seu trabalho, contudo, não pára por ai.
Uma recente conquista do vereador foi no âmbito social. Ele, juntamente com a ANOSCAR — Associação Comunitária Nossa Senhora do Carmo, solicitou ao prefeito um espaço para construir uma sede própria da associação. O pedido foi recebido. O prefeito Emidio se prontificou a encontrar uma área adequada que atenda as necessidades da entidade.
Fábio Yamato apoiou também o 3º Osasco Tatto Festival, que aconteceu nos dias 5, 6 e 7 de setembro de 2008. É o segundo festival de tatuagens que o vereador ajuda diretamente.
Durante o bate-papo, ele também falou de seus projetos para o futuro, da importância da arte na vida das pessoas.

Leia a entrevista:

Você entrou na câmara com 27 anos. Um vereador jovem. Quais os principais projetos que teve para a juventude nesse primeiro mandato?

Fábio Yamato — Um deles é o Parlamento Jovem. O projeto foi regulamentado em maio do ano passado e é destinado a todos os estudantes do ensino fundamental e médio da cidade. Ele tem como objetivo despertar nos jovens o interesse da participação política. Na prática, essas crianças terão um dia para atuar na Câmara dos Vereadores. O segundo é uma indicação para auxílio universitário, que está em análise do prefeito Emidio. A medida (bolsa) beneficiará alunos que tenham perdido o emprego durante o curso.

Sabemos que conquistou carisma entre os skatistas de Osasco. Como isso aconteceu?

Yamato — Talvez porque faltasse incentivo a esse tipo de esporte. Pensando nisso, uni forças com o prefeito Emidio para ajudar essa galera. Um dos eventos foi a I Etapa do Campeonato Brasileiro Amador Feminino de Skate, que reuniu cerca de 300 pessoas com competidoras de São Paulo, Osasco e região. Acredito que tenha sido um dos maiores eventos já promovidos para as skatistas na cidade. Outra realização, que considero de grande importância, foi a reconstrução da pista do Jardim Bela Vista. Essa pista conta até com projeto do George Rotatori, um dos maiores projetistas de pistas da América Latina.

Quais outras modalidades de esportes costuma apoiar?

Yamato — Procuro dar apoio às modalidades que nunca encontraram espaço com o poder público. Recebo de braços abertos pedidos de outros esportistas. Apoio profissionais do jiu-jítsu, do halterofilismo, Badminton, Hapikido, Karatê, Judô e Sumô.

Você também foi o idealizador de um Centro Cultural com o nome do Chico Xavier. Como é que funcionará esse centro?

Yamato — Eu consegui, juntamente com o prefeito e a comunidade espírita de Osasco, a permissão de uso de uma área pública no Jardim City Bussocaba. É neste local que será construído o centro. Ele terá suas instalações abertas a toda a comunidade independente da crença e religião. Esperamos que Osasco ganhe mais um centro de cultura, onde possam ser desenvolvidas diversas atividades culturais.

Por que com o nome do Chico Xavier?

Yamato — Queríamos homenagear o Chico Xavier pela sua obra de vida. O Chico representa solidariedade e amor. Isso resume bem a idéia do nosso centro cultural. Outro bom motivo foi homenagear uma pessoa saudosa como esta que, para muitos, ainda está vivo na memória.

E na parte da Segurança?

Yamato — Uma grande conquista foi a Base Comunitária da Guarda Civil Municipal na Avenida dos Autonomistas, na Vila Yara. Levei as reivindicações da população ao prefeito e ele agilizou a instalação. Com isso, garantimos também a tranqüilidade dos universitários da região. A outro motivo para comemorar foi minha parceria com os moradores da região. Juntos conseguimos que fosse instalada também a 2ª Cia da Polícia Militar na rua Vitor Brecheret.

Você pensou em cultura, esporte e cidadania. E na área da saúde teve algum projeto?

Yamato — Muito mais que um projeto, eu consegui viabilizar a construção do Posto de Saúde do Km 18. Ele está sendo construído ao lado do Centro Esportivo Domenico Espitaletti. Já na parte da cidadania fiz uma indicação para que fosse criada uma secretária que desenvolva instrumentos legais e mecanismos operacionais para ajudar na inclusão de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em todos os setores sociais.

Quais foram suas expectativas para as eleições do ano passado? Você acreditava que ia ganhar?

Yamato — Foi muito positiva, por confiar no trabalho que conseguimos desenvolver no primeiro mandato. De uma forma geral, esperava que nossa cidade escolhesse bons representantes, gente de mente aberta e realmente disposta a realizar mais do que aparentar.

Você já atuou no teatro, já foi produtor cultural e escreve. Como vai a cultura em Osasco?

Yamato — Vejo uma movimentação na cultura de Osasco, mas existem deficiências que já se estendem há algum tempo. Gostaria de ver a cultura chegando à periferia, criando aos poucos o hábito nas pessoas de freqüentar o teatro, apresentar outros tipos de música e dança, abrindo mais espaço para a produção local. A cultura ainda é inacessível e considerada luxo.
Tenho essa visão por saber que é possível que o poder público incentive pequenos movimentos, que produzem maior efeito do que grandes ações. Mas de uma forma geral a nossa cidade está em um processo de amadurecimento cultural. Lento, mas caminhante.

Escrever no site dos Cronistas não deixa de ser uma contribuição cultural, mas de onde veio essa vocação?

Yamato — Foi bem despretensiosa. Alguns amigos se reuniram e viram que havia essa fatia não preenchida na Internet. Nos reunimos e decidimos arriscar, de forma muito aberta e livre. Aos poucos fui tomando gosto pela coisa e o site virou meio que minha válvula de escape. Gosto do que escrevo.

Quanto ao seu primeiro mandato, qual avaliação você faz? O que pretende fazer para o próximo, já que foi eleito?

Yamato — Como disse, a minha avaliação é positiva e nada conformista. Realizamos muita coisa, não perdermos o foco de nossas ações e posicionamentos. Continuamos acreditando que um processo de conscientização efetivo, pode provocar mudanças significativas e permanentes.
Pretendo continuar arriscando, defendendo e ouvindo o cidadão que não encontra ouvidos, que na maioria das vezes não tem noção da força que possui quando se organiza.
Nosso trabalho para esse mandato também se pautará nisso, criar condições para que as pessoas possam exercer seus direitos e deveres.

Para saber mais acesse http://www.fabioyamato.com.br .

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