Living Colour dá detalhes de seu primeiro álbum em seis anos
The Chair in the Doorway será mais introspectivo, promete vocalista
Quase seis anos se passaram desde o último álbum do Living Colour, Collideøscope. Agora, a banda formada em 1985 está de volta com The Chair in the Doorway, que tem lançamento marcado para 15 de setembro.
E o empurrãozinho veio do game Guitar Hero III: Legends of Rock, para o qual a banda regravou o primeiro sucesso da sua carreira, "Cult of Personality".
The Chair in the Doorway foi sendo composto ao longo dos anos e a maior parte das gravações aconteceu na República Checa, durante intervalos na turnê e folgas do vocalista, Corey Glover, que se apresenta como Judas na peça Jesus Cristo Superstar.
O primeiro álbum do Living Colour, Vivid, de 1988, ganhou um Grammy e chegou a disco de platina. Parte da atenção que a banda chamou na época veio do "padrinho" Mick Jagger, vocalista do Rolling Stones, que convidou o grupo para abrir uma série de shows da banda. Depois de Vivid, o Living Colour ainda gravou Time's Up, em 1990, e Stain, em 1993, além de Collideøscope, de 2003. No meio do caminho o requisitado guitarrista Vernon Reid trabalhou com Jagger e Tracy Chapman; o baterista Will Calhoun colaborou com Mos Def, Herb Alpert e Wayne Shorter; o baixista Doug Wimbish tocou com Rolling Stones, Depeche Mode e Placebo, entre outros.
O vocalista da banda fez questão de dizer à Billboard que The Chair in the Doorway não é um retorno do grupo, que, apesar de todos os indicativos, não acabou: "De uma forma ou de outra, todos continuamos tocando juntos. Will e Doug têm uma banda da qual vez ou outra eu participo. Vernon tem uma banda e às vezes eu me juntava a eles pra fazer algo. Mesmo quando o Living Colour não estava junto, estávamos tocando juntos".
De acordo com a Billboard, que já ouviu o trabalho, os antigos fãs da banda não vão se decepcionar. O groove foi mantido, assim como a mistura de hard rock e funk, além de os vocais de Glover continuarem marcantes. Os temas, sim, mudaram um pouco, estão mais introspectivos: "Porque estamos mais velhos, temos filhos, vivemos num mundo pós-11 de setembro", explicou Glover.
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