quinta-feira, 16 de julho de 2009

Música



Living Colour dá detalhes de seu primeiro álbum em seis anos
The Chair in the Doorway será mais introspectivo, promete vocalista



Quase seis anos se passaram desde o último álbum do Living Colour, Collideøscope. Agora, a banda formada em 1985 está de volta com The Chair in the Doorway, que tem lançamento marcado para 15 de setembro.
E o empurrãozinho veio do game Guitar Hero III: Legends of Rock, para o qual a banda regravou o primeiro sucesso da sua carreira, "Cult of Personality".
The Chair in the Doorway foi sendo composto ao longo dos anos e a maior parte das gravações aconteceu na República Checa, durante intervalos na turnê e folgas do vocalista, Corey Glover, que se apresenta como Judas na peça Jesus Cristo Superstar.
O primeiro álbum do Living Colour, Vivid, de 1988, ganhou um Grammy e chegou a disco de platina. Parte da atenção que a banda chamou na época veio do "padrinho" Mick Jagger, vocalista do Rolling Stones, que convidou o grupo para abrir uma série de shows da banda. Depois de Vivid, o Living Colour ainda gravou Time's Up, em 1990, e Stain, em 1993, além de Collideøscope, de 2003. No meio do caminho o requisitado guitarrista Vernon Reid trabalhou com Jagger e Tracy Chapman; o baterista Will Calhoun colaborou com Mos Def, Herb Alpert e Wayne Shorter; o baixista Doug Wimbish tocou com Rolling Stones, Depeche Mode e Placebo, entre outros.
O vocalista da banda fez questão de dizer à Billboard que The Chair in the Doorway não é um retorno do grupo, que, apesar de todos os indicativos, não acabou: "De uma forma ou de outra, todos continuamos tocando juntos. Will e Doug têm uma banda da qual vez ou outra eu participo. Vernon tem uma banda e às vezes eu me juntava a eles pra fazer algo. Mesmo quando o Living Colour não estava junto, estávamos tocando juntos".
De acordo com a Billboard, que já ouviu o trabalho, os antigos fãs da banda não vão se decepcionar. O groove foi mantido, assim como a mistura de hard rock e funk, além de os vocais de Glover continuarem marcantes. Os temas, sim, mudaram um pouco, estão mais introspectivos: "Porque estamos mais velhos, temos filhos, vivemos num mundo pós-11 de setembro", explicou Glover.

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