sábado, 3 de abril de 2010

O filme"Chico Xavier" faz retrato superficial do famoso médium


SÃO PAULO (Reuters) - Santo ou demônio? Médium ou falsário? Essas foram algumas dúvidas que o médium brasileiro Chico Xavier levantou ao longo de sua vida. O longa "Chico Xavier", que chega aos cinemas na sexta-feira, quando o médium completaria 100 anos, no entanto, não está muito preocupado com esse tipo de conflito.

Dirigido por Daniel Filho ("Se eu fosse você"), a partir de um roteiro de Marcos Bernstein ("Central do Brasil"), baseado por sua vez na biografia "As vidas de Chico Xavier", de Marcel Souto Maior, o filme faz um retrato chapa-branca de seu protagonista -- que morreu em 2002.

O Chico Xavier do filme, interpretado pelo garoto estreante Matheus Costa, Ângelo Antonio ("2 Filhos de Francisco") e Nelson Xavier ("Narradores de Javé") nas diversas fases de sua vida, é um personagem sem muitos dilemas interiores -- há umas poucas vaidades, mas conflito mesmo, daqueles de consumir, não existe. Desde pequeno, ele parece aceitar tranquilamente seu dom e sua missão.

Morando com a madrinha (Giulia Gam, de "A Guerra dos Rocha"), o pequeno Chico é visto como um ser estranho por ela, que tem medo e fascinação na mesma medida pela mediunidade do menino. A única a compreendê-lo é a mãe morta (Letícia Sabatella, de "Não por acaso"), com quem ele trava longos diálogos.

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